quarta-feira, 2 de julho de 2014

Carga Ativa

Esse é mais um tipo de equipamento essencial pra se ter por perto, grande parte das montagens necessita de uma fonte de alimentação e não é qualquer tipo carga que podemos usar para testar, dependendo da situação até mesmo circuitos mais simples que usam reguladores de três terminais é bom fazer um teste antes de ligar na montagem que acabou de fazer, pelo menos se tiver que dar um problema na fonte vai ficar por ali e não vai afetar o restante da montagem.
Eu sempre usei resistores para testar fontes, mas dependendo da corrente fica bem difícil, para cargas acima de 10A as coisas ficam bem complicadas e pensando nisso e na possibilidade ter uma carga variável eu montei essa carga ativa.


O esquema original usava somente três transistores, mas como eu achei num ferro velho uma sucata que tinha um dissipador com seis 2N3773 eu resolvi adicionar mais um transistor para ficar com uma disposição igual no dissipador, quatro transistores bem no meio do dissipador, e também para aguentar mais corrente.
Depois a minha preocupação era com a dissipação de calor, como é bem fácil achar e barato esses ventiladores de fonte de PC eu pensei em usá-los para fazer um túnel de vento dentro da caixa.  Nos primeiros testes que fiz fora da caixa e sem ventilador, conforme foi esquentando o dissipador chegou a dar uns estalos de tão quente que ficou, em um dos testes eu forcei tanto que parou de funcionar, cheguei a pensar que tinha perdido os transistores, mas foi só deixar desligado por algum tempo que voltou a funcionar, depois disso eu parei de abusar da carga antes de ter uma dissipação melhor.

A foto abaixo mostra como os transistores ficaram no dissipador.




Como os coletores dos transistores são conectados juntos no circuito eu não usei nenhum tipo de isolante entre eles, melhorando assim a transferência de calor entre os transistores e o dissipador.
Mesmo usando um dissipador grande eu achei necessário modificar para melhorar a transferência de calor do dissipador para o ar, o resultado ficou assim:




Os dois dissipadores que usei já tinham os furos com roscas, foi só fazer os furos no dissipador maior e fixar, se algum leitor decidir fazer algo parecido não economize na pasta térmica para que o acoplamento térmico seja o melhor possível.
Abaixo o detalhe dos parafusos, como eu não contava com esses dissipadores adicionais, eu não deixei espaço no desenho da placa para os parafusos, então eu fiz os furos e com uma broca mais grossa eu alarguei um pouco a furação no lado do circuito e coloquei umas arruelas de fenolite para evitar o contato do parafuso com parte do circuito.




Abaixo mais uma imagens da montagem finalizada.


Os terminais da direita são da carga e os da esquerda são da alimentação








Considerações finais

Depois de montado e testado eu notei que o uso da tensão da fonte que está sendo testada para alimentar a base de T1, os ventiladores e a carga não funciona bem então eu separei a tensão de alimentação da base de T1 e dos ventiladores da tensão da fonte que está sendo testada, até porque dependendo da corrente que a carga consome, as fontes que estão sendo testadas acabam não estabilizando, reduzindo a tensão de alimentação da base de T1 e dos ventiladores. É bom lembrar que a resistência da carga varia com a variação da tensão de alimentação da base de T1, assim eu também posso compensar alguma mudança na carga variando a tensão em T1. Essa alimentação é o ponto A no esquema. Só não se esqueça de juntar os negativos, tanto da carga eletrônica como da fonte que vai usar para alimentá-la separadamente.
Os resistores de emissor(0,22ohms) eu usei de 15W cada e notei que não teve necessidade de aumentar a potência deles, como eu achava que iam esquentar usando de 10W, comprei de 15W para não esquentar tanto.
Outra observação importante, no caso da minha montagem é que a caixa é positiva pois não isolei os transistores do dissipador, se alguém fizer da mesma forma terá que tomar cuidado para não colocar em contato com a caixa da fonte que está sendo testada.

Abaixo um vídeo que fiz para demonstrar o funcionamento da carga, usei uma fonte de 10A x 13,8V de fabricação própria.



domingo, 15 de junho de 2014

Livros e revistas

Arrumei alguns links de livros que estavam quebrados e aproveitei para adicionar mais alguns livros. Sei que existem mais links quebrados e estou arrumando com o tempo.
Adicionei mais algumas revistas da série Fora de Série e duas novas revistas que havia falado.

Intel rende-se à molibdenita rumo à era pós-silício


Estrutura do semicondutor dissulfeto de molibdênio, que é particularmente promissor para a fabricação de componentes eletrônicos ultraminiaturizados, além de telas flexíveis e transparentes.



Vale do Molibdênio

A molibdenita, um óxido de molibdênio com apenas um átomo de espessura, vem superando rapidamente seu correlato de carbono bem mais famoso, o grafeno. Não há mais dúvidas de que a molibdenita saiu na frente na corrida para uma era pós-silício desde que ela foi usada para construir células solares ou LEDs - um captura, enquanto o outro emite luz -, uma memória flash, um sensor fotográfico ultrassensível e até um chip completo. Em maio do ano passado, a IBM já havia apresentado seus próprios transistores de molibdenita. Agora foi a vez da Intel anunciar os resultados de um desenvolvimento para "potencialmente substituir o silício nos futuros chips de computador", segundo a empresa. O trabalho foi realizado por um consórcio que reúne também a fabricante de semicondutores Sematech e a equipe do professor Peide Ye, da Universidade Purdue, nos Estados Unidos.

Dissulfeto de molibdênio

A equipe conseguiu fabricar componentes em uma camada "bidimensional" do semicondutor dissulfeto de molibdênio - uma camada monoatômica de molibdênio ensanduichada entre duas camadas monoatômicas de sulfeto. Esse material vem sendo estudado por várias equipes ao redor do mundo, mas até agora havia um problema para seu uso prático: uma forte resistência elétrica entre os contatos metálicos e as camadas monoatômicas do material. Essa "resistência de contato" limita o fluxo de corrente entre a fiação interna do chip e os transistores de molibdênio, reduzindo o desempenho geral.

A equipe do Professor Peide Ye descobriu a solução dopando as camadas bidimensionais com moléculas de um composto químico chamado DCE (1,2 dicloroetano).A dopagem - um processo largamente utilizado desde os primórdios da indústria eletrônica - resultou em uma redução de 10 vezes na resistência de contato e uma redução de 100 vezes na resistividade de contato, outra medida de resistência. "É inerentemente difícil dopar uma única camada atômica," disse Ye. "É muito mais difícil do que dopar o silício em blocos para fazer os componentes semicondutores convencionais. Eu acredito que um importante fator para alcançar isso foi a colaboração entre a academia, a Intel e a Sematech."

Fonte: Inovação Tecnológica

domingo, 27 de abril de 2014

Revistas de eletrônica e radioamadorismo

Desde o último post eu venho recebendo algumas contribuições, mas estou meio sem tempo para fazer os uploads e as postagens, já criei as pastas para mais duas revistas que não tinha no blog, uma é Informática Eletrônica Digital e a outra é Rádio e Eletrônica, logo estarei adicionando o link das pastas junto com as outras revistas.

Para quem gosta de radioamadorismo não pode deixar de fazer uma visita no blog do Ademir, ele compartilhou alguns livros e está editando e disponibilizando para download uma revista voltada ao radioamadorismo, já esta na terceira edição e tudo hospedado no Mediafire.

Para finalizar vou adicionar o link de uma site americano(está na lista de sites recomendados) com muitas revistas antigas sobre Rádio e TV, tanto em relação ao conteúdo, como programas(horários de datas), como em relação a parte técnica, pra quem gosta do designer, peças e circuitos antigos(do início do século XX) não pode deixar de visitar, algumas revistas antigas do blog são desse site.

sábado, 29 de março de 2014

Brasileiros descobrem primeiro asteroide com anéis


A descoberta põe por terra a tese que vigorava até então de que somente planetas gigantes teriam anéis.


Asteroide com anéis

Uma equipe internacional, incluindo vários astrônomos brasileiros, descobriu anéis em um corpo celeste do tipo centauro, pequenos objetos que giram ao redor do Sol em órbitas instáveis, atravessando as órbitas dos planetas. O objeto, denominado Chariklo Centauro, ou 10199 Chariklo, está situado entre as órbitas de Saturno e Urano, e tem dois anéis, distantes cerca de 9 quilômetros um do outro. O artigo descrevendo a descoberta é assinado por 62 astrônomos, sendo 11 brasileiros, dos quais cinco trabalham no Observatório Nacional (ON). "Não estávamos à procura de anéis, nem pensávamos que pequenos corpos como o Chariklo os poderiam ter, por isso esta descoberta - e a quantidade extraordinária de detalhes que obtivemos do sistema - foi para nós uma grande surpresa," disse Felipe Braga-Ribas, do ON, que é o primeiro autor do trabalho.
Os anéis foram batizados por Felipe como Oiapoque, o mais largo, e Chuí, o mais estreito, mas a confirmação dos nomes depende de aprovação pela União Astronômica Internacional (IAU).

Formação da Lua

A descoberta põe por terra a tese que vigorava até então de que somente planetas gigantes, como Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, teriam anéis. Os astrônomos vão se dedicar agora a tentar explicar como isso ocorreu, porque o mecanismo de formação de anéis que a astronomia propõe hoje está ligado a planetas gigantes. Chariklo Centauro, por sua vez é um objeto pequeno, com um diâmetro de apenas 250 quilômetros. A maior dúvida é como um corpo celeste tão pequeno - e, portanto, com uma gravidade muito fraca - pode capturar e manter o material que forma os anéis. Embora muitas questões permaneçam ainda sem resposta, os astrônomos acreditam que este tipo de anel deve ter-se formado a partir dos restos deixados depois de uma colisão. Os restos teriam ficado confinados como dois estreitos anéis devido à presença de pequenos satélites. "Por isso, além dos anéis, é provável que Chariklo tenha também pelo menos um pequeno satélite à espera de ser descoberto," acrescentou Felipe.
Por outro lado, os anéis poderão no futuro dar origem à formação de um pequeno satélite. Tal sequência de eventos, em uma escala muito maior, pode explicar a formação da nossa própria Lua nos primeiros dias do Sistema Solar, assim como a origem de muitos outros satélites em órbita de planetas e asteroides.

Centauros

Todos os objetos que orbitam em torno do Sol e que são muito pequenos, ou seja, que não possuem massa suficiente para que a sua própria gravidade lhes dê uma forma praticamente esférica, são definidos pela IAU como sendo "corpos menores do Sistema Solar". Esta classe inclui atualmente a maioria dos asteroides do Sistema Solar, os objetos próximos da Terra, os asteroides troianos de Marte e Júpiter, a maioria dos Centauros, a maioria dos objetos Trans-Netunianos e os cometas. Informalmente, os termos asteroide e corpo menor são frequentemente usados para indicar a mesma coisa. Chariklo é o maior membro conhecido da classe dos Centauros, que orbitam o Sol entre Saturno e Urano.

Fonte: Inovação Tecnológica

domingo, 23 de março de 2014

Mais um ano

Como o tempo passa rápido, nem acredito que já faz cinco anos que o blog está no ar, está meio capenga, mas estamos aí e hoje trago uma contribuição do leitor Edson Figueiredo de Goiânia que já contribuiu com revistas Nova Eletrônica, é o suplemento que saiu na Nova Eletrônica sobre Telefonia Básica que é possível baixar aqui ou através do link da pasta na lista de revistas.

Também tem novas contribuições do Roberto de Porto Alegre que sempre acompanhou e está junto comigo no trabalho de digitalização a muito tempo, sempre trazendo novas edições, desta vez são edições das revistas Eletrônica Total e Saber Eletrônica, já está na pasta para quem quiser adicionar na sua coleção.

Agradeço aos dois leitores pelas contribuições e agradeço também aos leitores que estão acompanhando o blog mesmo nesses tempos de vacas magras.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Transístor mais rápido do mundo vai superar barreira terahertz


Agora é uma questão de "ajeitar as coisas" para que as velocidades-recorde sejam alcançadas a temperatura ambiente.


Recorde em GHz

Acaba de ser demonstrado o transístor de silício mais rápido já fabricado. E o recorde anterior foi triturado: o novo transístor de silício-germânio operou a 798 GHz, mais de 200 GHz mais rápido do que o recordista anterior. Embora o recorde tenha sido batido em temperaturas extremamente baixas - como geralmente ocorre nesses casos - a equipe dos EUA e da Alemanha afirma que agora é uma questão de "ajeitar as coisas" para que as velocidades-recorde sejam alcançadas a temperatura ambiente.

"O transístor que testamos tem um projeto conservador, e os resultados indicam que há um potencial significativo para alcançar velocidades similares à temperatura ambiente," disse o professor John Cressler, líder da equipe. "Mais do que isso, eu acredito que estes resultados também indicam que o objetivo de quebrar a chamada 'barreira terahertz', ou seja, alcançar velocidades terahertz em um transístor de silício-germânio robusto e fabricável industrialmente, está ao nosso alcance," complementou Cressler. Antes disso, o componente poderá ser usado em aplicações que já funcionam em temperaturas criogênicas, como em satélites artificiais e sondas espaciais ou em equipamentos de imageamento médico.


O nanotransístor de silício-germânio é do tipo HBT, ou transístor bipolar de heterojunção.


Transístor HBT

O nanotransístor de SiGe (silício-germânio) é do tipo HBT (heterojunction bipolar transistor, ou transístor bipolar de heterojunção). O silício é muito bom para o dia a dia, mas não é páreo para outros semicondutores quando o assunto é um desempenho extremo. Quando o assunto é bater recordes, os materiais mais usados são o fosfeto de índio, arseneto de gálio e nitreto de gálio. O problema é que todos são caros demais para serem usados em larga escala. É por isso que os pesquisadores estão interessados no silício-germânio - o alto desempenho do germânio dá uma turbinada no silício.

Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 3 de março de 2014

Estação de solda

Depois de concluir minha bancada eu preciso montar os equipamentos que vou precisar para usar nos testes e a estação de solda é o principal.
Não tem nada de novidade, é um simples controlador de potência com dois filtros, o esquema do controle que usei está na revista Nova Eletrônica núm. 08 e os filtros foram tirados de sucata.


Esquema

Como não sou acostumado a usar aplicativos para simular e/ou desenhar esquemas eletrônicos eu digitalizei meu rascunho. Os capacitores devem ter uma tensão mínima de 250V se caso não for aproveitado da sucata.

A caixa que usei é de um estabilizador de tensão e ficou perfeita, só falta colocar um suporte para o ferro. Isso já está sendo providenciado, arrumei um arame bem grosso pra fazer o suporte e já deixei um parafuso em baixo da caixa pronto para fixar.

O resultado ficou assim:


Usei o único knob que tinha que combinava com a cor do painel.





Eu deixei a tomada de tel. e os dois porta-fusíveis pra tampar os buracos. O teste final é só ligar uma lâmpada pra ver se está atuando o controle e ver se o sentido do potenciômetro está certo.

Bancada

Minha bancada ficou assim, já coloquei a borracha e fiz uma régua pras tomadas do pc, falta fazer a iluminação e uma régua com as tomadas auxiliares.