sábado, 29 de março de 2014

Brasileiros descobrem primeiro asteroide com anéis


A descoberta põe por terra a tese que vigorava até então de que somente planetas gigantes teriam anéis.


Asteroide com anéis

Uma equipe internacional, incluindo vários astrônomos brasileiros, descobriu anéis em um corpo celeste do tipo centauro, pequenos objetos que giram ao redor do Sol em órbitas instáveis, atravessando as órbitas dos planetas. O objeto, denominado Chariklo Centauro, ou 10199 Chariklo, está situado entre as órbitas de Saturno e Urano, e tem dois anéis, distantes cerca de 9 quilômetros um do outro. O artigo descrevendo a descoberta é assinado por 62 astrônomos, sendo 11 brasileiros, dos quais cinco trabalham no Observatório Nacional (ON). "Não estávamos à procura de anéis, nem pensávamos que pequenos corpos como o Chariklo os poderiam ter, por isso esta descoberta - e a quantidade extraordinária de detalhes que obtivemos do sistema - foi para nós uma grande surpresa," disse Felipe Braga-Ribas, do ON, que é o primeiro autor do trabalho.
Os anéis foram batizados por Felipe como Oiapoque, o mais largo, e Chuí, o mais estreito, mas a confirmação dos nomes depende de aprovação pela União Astronômica Internacional (IAU).

Formação da Lua

A descoberta põe por terra a tese que vigorava até então de que somente planetas gigantes, como Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, teriam anéis. Os astrônomos vão se dedicar agora a tentar explicar como isso ocorreu, porque o mecanismo de formação de anéis que a astronomia propõe hoje está ligado a planetas gigantes. Chariklo Centauro, por sua vez é um objeto pequeno, com um diâmetro de apenas 250 quilômetros. A maior dúvida é como um corpo celeste tão pequeno - e, portanto, com uma gravidade muito fraca - pode capturar e manter o material que forma os anéis. Embora muitas questões permaneçam ainda sem resposta, os astrônomos acreditam que este tipo de anel deve ter-se formado a partir dos restos deixados depois de uma colisão. Os restos teriam ficado confinados como dois estreitos anéis devido à presença de pequenos satélites. "Por isso, além dos anéis, é provável que Chariklo tenha também pelo menos um pequeno satélite à espera de ser descoberto," acrescentou Felipe.
Por outro lado, os anéis poderão no futuro dar origem à formação de um pequeno satélite. Tal sequência de eventos, em uma escala muito maior, pode explicar a formação da nossa própria Lua nos primeiros dias do Sistema Solar, assim como a origem de muitos outros satélites em órbita de planetas e asteroides.

Centauros

Todos os objetos que orbitam em torno do Sol e que são muito pequenos, ou seja, que não possuem massa suficiente para que a sua própria gravidade lhes dê uma forma praticamente esférica, são definidos pela IAU como sendo "corpos menores do Sistema Solar". Esta classe inclui atualmente a maioria dos asteroides do Sistema Solar, os objetos próximos da Terra, os asteroides troianos de Marte e Júpiter, a maioria dos Centauros, a maioria dos objetos Trans-Netunianos e os cometas. Informalmente, os termos asteroide e corpo menor são frequentemente usados para indicar a mesma coisa. Chariklo é o maior membro conhecido da classe dos Centauros, que orbitam o Sol entre Saturno e Urano.

Fonte: Inovação Tecnológica

domingo, 23 de março de 2014

Mais um ano

Como o tempo passa rápido, nem acredito que já faz cinco anos que o blog está no ar, está meio capenga, mas estamos aí e hoje trago uma contribuição do leitor Edson Figueiredo de Goiânia que já contribuiu com revistas Nova Eletrônica, é o suplemento que saiu na Nova Eletrônica sobre Telefonia Básica que é possível baixar aqui ou através do link da pasta na lista de revistas.

Também tem novas contribuições do Roberto de Porto Alegre que sempre acompanhou e está junto comigo no trabalho de digitalização a muito tempo, sempre trazendo novas edições, desta vez são edições das revistas Eletrônica Total e Saber Eletrônica, já está na pasta para quem quiser adicionar na sua coleção.

Agradeço aos dois leitores pelas contribuições e agradeço também aos leitores que estão acompanhando o blog mesmo nesses tempos de vacas magras.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Transístor mais rápido do mundo vai superar barreira terahertz


Agora é uma questão de "ajeitar as coisas" para que as velocidades-recorde sejam alcançadas a temperatura ambiente.


Recorde em GHz

Acaba de ser demonstrado o transístor de silício mais rápido já fabricado. E o recorde anterior foi triturado: o novo transístor de silício-germânio operou a 798 GHz, mais de 200 GHz mais rápido do que o recordista anterior. Embora o recorde tenha sido batido em temperaturas extremamente baixas - como geralmente ocorre nesses casos - a equipe dos EUA e da Alemanha afirma que agora é uma questão de "ajeitar as coisas" para que as velocidades-recorde sejam alcançadas a temperatura ambiente.

"O transístor que testamos tem um projeto conservador, e os resultados indicam que há um potencial significativo para alcançar velocidades similares à temperatura ambiente," disse o professor John Cressler, líder da equipe. "Mais do que isso, eu acredito que estes resultados também indicam que o objetivo de quebrar a chamada 'barreira terahertz', ou seja, alcançar velocidades terahertz em um transístor de silício-germânio robusto e fabricável industrialmente, está ao nosso alcance," complementou Cressler. Antes disso, o componente poderá ser usado em aplicações que já funcionam em temperaturas criogênicas, como em satélites artificiais e sondas espaciais ou em equipamentos de imageamento médico.


O nanotransístor de silício-germânio é do tipo HBT, ou transístor bipolar de heterojunção.


Transístor HBT

O nanotransístor de SiGe (silício-germânio) é do tipo HBT (heterojunction bipolar transistor, ou transístor bipolar de heterojunção). O silício é muito bom para o dia a dia, mas não é páreo para outros semicondutores quando o assunto é um desempenho extremo. Quando o assunto é bater recordes, os materiais mais usados são o fosfeto de índio, arseneto de gálio e nitreto de gálio. O problema é que todos são caros demais para serem usados em larga escala. É por isso que os pesquisadores estão interessados no silício-germânio - o alto desempenho do germânio dá uma turbinada no silício.

Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 3 de março de 2014

Estação de solda

Depois de concluir minha bancada eu preciso montar os equipamentos que vou precisar para usar nos testes e a estação de solda é o principal.
Não tem nada de novidade, é um simples controlador de potência com dois filtros, o esquema do controle que usei está na revista Nova Eletrônica núm. 08 e os filtros foram tirados de sucata.


Esquema

Como não sou acostumado a usar aplicativos para simular e/ou desenhar esquemas eletrônicos eu digitalizei meu rascunho. Os capacitores devem ter uma tensão mínima de 250V se caso não for aproveitado da sucata.

A caixa que usei é de um estabilizador de tensão e ficou perfeita, só falta colocar um suporte para o ferro. Isso já está sendo providenciado, arrumei um arame bem grosso pra fazer o suporte e já deixei um parafuso em baixo da caixa pronto para fixar.

O resultado ficou assim:


Usei o único knob que tinha que combinava com a cor do painel.





Eu deixei a tomada de tel. e os dois porta-fusíveis pra tampar os buracos. O teste final é só ligar uma lâmpada pra ver se está atuando o controle e ver se o sentido do potenciômetro está certo.

Bancada

Minha bancada ficou assim, já coloquei a borracha e fiz uma régua pras tomadas do pc, falta fazer a iluminação e uma régua com as tomadas auxiliares.



sábado, 1 de março de 2014

Antena de Ferrite para OM de 1 polegada - Conclusão

Essa é a aparência final depois de colocar o termo retrátil.



Eu achei um capacitor variável menor do que esse que usei, também achei algumas barras de ferrite maiores então pensei porque não refazer a antena.

O capacitor variável que achei cabe perfeitamente dentro do tubo, ele entra com um pouco de pressão, não precisa nem colar, mas não deu certo, depois de confeccionar a bobina eu medi a indutância que ficou bem maior que a outra, mesmo assim resolvi testar. A faixa ficou deslocada para a faixa de OL, então fui retirando espiras até que a antena atuasse em 1710kHz, foi aí que percebi que não ia cobrir a faixa toda, chegou um momento em que a antena ainda não atuava em 1400kHz e tendo como limite inferior 560kHz. Como o valor mín. do capacitor variável ficou bem alto, eu acabei desistindo da idéia. Eu poderia tentar combinações com as secções também, mas como eu estava fazendo outras coisas resolvi deixar isso pra depois.

Fiz um vídeo mostrando a diferença de sinal, o tempo não estava muito favorável e pra ajudar uma tempestade com muitos raios estava próxima, tive sorte de ter pouca oscilação no sinal.


domingo, 26 de janeiro de 2014

Revistas

Para quem está baixando as edições nacionais e ainda não fez uma visita no site poluidor.com não perca tempo, ele colocou umas edições inéditas de revistas brasileiras lá, estão todas no 4shared, pra quem tem conta fica bem mais fácil.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Antena de Ferrite para OM de 1 polegada




Essa é uma antena bem simples de montar e que vai surpreender pelo seu excelente desempenho final. Além disso, ela é pequena e fácil de carregar, você pode deixar ela solta ou presa por elásticos no receptor.
Abaixo eu faço um pequeno e breve resumo dos materiais e da montagem, coloquei o valor da bobina como referência, se alguém que for montar tiver um medidor pode comparar com o valor, esse valor não é crítico se respeitado a distância em que a bobina vai ficar no tubo.

 - Materiais

Quatro metros de fio 26 ou 28AWG.
Tubo de PVC de ¾ por 23 cm de comprimento.
Barras de ferrite para OM.
Um capacitor variável de plástico.

 - Construção

Enrolar 46 espiras de fio começando com 9 cm de distância do lado aposto ao capacitor variável. Conectar a bobina em paralelo com o capacitor.

 - Valores medidos

Indutor - 344µH
Capacitor - 9 a 272pF
Faixa coberta pela antena - 515kHz a 1710kHz.


Se a bobina tiver no centro do tubo, a indutância fica maior e a faixa de cobertura vai se deslocar para baixo, não chegando assim a 1710kHz. Pelo contrario, se a bobina ficar mais na ponta do tubo a indutância será menor deslocando a faixa para cima. Se depois de confeccionado a bobina, não chegar a 1710kHz, será necessário diminuir as espiras, isso tem que ser feito uma espira de cada vez para não ficar com a indutância muito baixa e deslocar a faixa de cobertura pra mais de 1710kHz.
Para a montagem dessa antena eu não aconselho o uso de ferrites de yoke, como a quantidade usada é pouca (umas seis barras de ferrite são suficientes) fica fácil adquirir.
Como algumas barras que usei são de diâmetros diferentes eu tive que arrumar de um jeito a preencher o máximo possível do tubo como mostro abaixo.



Para tampar eu colei um pedaço de acrílico com superbonder. Coloquei uns pedaços de jornal por dentro para as barras da ponta não ficar soltas.



A ligação do capacitor é bem fácil, uma olhada na imagem abaixo já diz tudo, só uma pequena observação, alguns capacitores têm os terminais do outro lado, mas não deixa de ser a mesma ligação.



Os terminais das pontas são os “positivos” e os dois do meio são o comum, isto é, “negativo”. Coloquei entre aspas porque capacitor variável não tem polaridade, mas isso facilita nas ligações.
Depois de terminado ficou assim:




Para o acabamento no capacitor eu recortei alguns pedaços de papel, fiz um furo no centro com um furador e com um pouco de cola branca misturada com água eu encaixei os papeis no knob, fixei no variável e depois fui colando os papeis um em cima do outro usando um pincel, ficou como na imagem abaixo.






É possível conseguir todo esse material a um preço muito baixo no ferro-velho, toda sucata de rádio AM-FM tem uma barra de ferrite e um capacitor variável, o fio esmaltado tem nos transformadores. Gastei menos de R$10,00 em tudo e tive ótimos resultados.

Ainda pretendo colocar um pedaço de espaguete termo-retrátil preto pra não ter que ficar passando fita crepe.

Abaixo alguns exemplos do uso dessa antena.

Rádio Imaculada Conceição



Rádio Brasil



CPN Campinas



Revistas

Consegui acesso a minha conta novamente, eu tinha feito uns uploads de revistas para postar aqui, mas não tinha copiado os links, ao lado os links das pastas com revistas americanas.