terça-feira, 19 de agosto de 2014

Livros e Revistas

Estava fuçando nos links que tem na página de revistas italianas(veja sites que acompanho) e achei mais algumas revistas e livros italianos que são bem interessantes e vale a pena dar uma boa olhada.

Eu escolhi três livros para adicionar nesse post, mas tem mais coisas por lá, além dos livros tem edições das revistas Elektor, Elettronica Hobby entre outras, você pode acessar a página dos livros aqui, o acesso às revistas é através do link Vecchie Riviste na barra de links do site.







terça-feira, 5 de agosto de 2014

NASA diz que motor espacial quântico funciona de verdade


Conceito de um nanossatélite, proposto por Guido Fetta, para testar o seu "motor Cannae", ou QDrive.


Motor sem combustível

Um motor espacial capaz de impulsionar uma nave sem consumir combustível, tirando sua energia diretamente do vácuo quântico. Parece bom demais? Ou esquisito demais?

A comunidade acadêmica vinha marcando a segunda opção, achando esquisito o suficiente para nem olhar para os protótipos, classificados como "invenções malucas". Mas a coisa repentinamente começou a ganhar ares de seriedade. Um dos inventores do "motor espacial quântico" conseguiu convencer uma equipe da NASA a pelo menos testar seu invento. Eles testaram e, para surpresa geral, a coisa funcionou. David Brady e seus colegas do Centro Espacial Johnson testaram o motor quântico em 2013, mas só agora apresentaram um artigo descrevendo os testes durante o evento 50th Joint Propulsion Conference, que terminou na sexta-feira em Cleveland, nos Estados Unidos. O evento não chamou a atenção de muita gente, exceto de David Hambling, que escreveu um artigo para a revista Wired neste final de semana relatando a apresentação.

Motores quânticos

Tudo começa com o cientista britânico Roger Shawyer, que vem tentando há vários anos chamar a atenção da comunidade científica e das agências espaciais para o seu EmDrive, um motor eletromagnético, que provê empuxo sem disparar massa para o lado oposto. O conceito é revolucionário, já que transformar diretamente eletricidade em empuxo significa que as naves não precisarão mais levar combustível. O problema é que isso rompe com a lei clássica da conservação de energia, o que tem feito a comunidade científica torcer o nariz para a ideia. Em 2011, uma equipe da Universidade Politécnica do Noroeste da China testou o conceito, e obteve resultados espantosos. Eles construíram seu próprio motor sem combustível, que alcançou um empuxo de 720 micronewtons, mais do que suficiente para equipar um satélite de verdade. Mas o que os pesquisadores da NASA testaram agora foi um outro dispositivo, chamado de QDrive, criado por um cientista norte-americano chamado Guido Fetta, que aparentemente teve mais sucesso em convencer a agência espacial em dar crédito à sua invenção. Nos testes, o motor quântico - o nome completo é Propulsor de Plasma do Vácuo Quântico - gerou entre 30 e 50 micronewtons de força em um equipamento com sensibilidade de 10 micronewtons, ou seja, bem acima da margem de erro. O propulsor consiste em uma cavidade ressonante, no interior da qual micro-ondas ficam refletindo de um lado para o outro, eventualmente capturando a energia do vácuo. Shawyer disse que o dispositivo de Fetta que foi testado não é tão eficiente quanto o seu, o que eventualmente poderia explicar porque a equipe chinesa, usando um desenho similar ao seu EmDrive, aferiu um empuxo dezenas de vezes maior.

Energia do vácuo quântico

Um motor sem propelente é revolucionário em relação aos motores atuais, incluindo os motores iônicos, que também são acionados eletricamente, mas disparam partículas carregadas. Aparentemente o motor quântico tira sua energia do vácuo quântico, que nada tem de vazio. Em lugar do "nada", o vácuo quântico é um constante "borbulhar" de partículas virtuais que aparecem e decaem constantemente, desaparecendo em frações de tempo tão curtas que são difíceis de medir. Apesar disso, vários experimentos já mostraram a realidade do vácuo quântico e suas energias, incluindo a geração de luz a partir desse "nada" virtual - hoje já é largamente aceito na comunidade científica que a matéria é resultado de flutuações do vácuo quântico.

Para testar se o vácuo quântico pode ser explorado para gerar trabalho, os pesquisadores da NASA submeteram o motor a um pêndulo de torção muito sensível, procurando tomar o maior número de precauções possíveis para evitar erros de medição. "Os resultados dos testes indicam que o projeto do propulsor de cavidade ressonante de radiofrequências, que é um dispositivo de propulsão elétrica único, está produzindo uma força que não é atribuível a qualquer fenômeno eletromagnético clássico e, portanto, está potencialmente demonstrando uma interação com o plasma virtual do vácuo quântico," concluiu a equipe. Agora é só esperar que outras equipes se dignem a testar os motores quânticos para ajudar a eliminar as dúvidas. E então começar a sonhar com viagens espaciais que durem anos ou décadas, e não mais séculos.

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Carga Ativa

Esse é mais um tipo de equipamento essencial pra se ter por perto, grande parte das montagens necessita de uma fonte de alimentação e não é qualquer tipo carga que podemos usar para testar, dependendo da situação até mesmo circuitos mais simples que usam reguladores de três terminais é bom fazer um teste antes de ligar na montagem que acabou de fazer, pelo menos se tiver que dar um problema na fonte vai ficar por ali e não vai afetar o restante da montagem.
Eu sempre usei resistores para testar fontes, mas dependendo da corrente fica bem difícil, para cargas acima de 10A as coisas ficam bem complicadas e pensando nisso e na possibilidade ter uma carga variável eu montei essa carga ativa.


O esquema original usava somente três transistores, mas como eu achei num ferro velho uma sucata que tinha um dissipador com seis 2N3773 eu resolvi adicionar mais um transistor para ficar com uma disposição igual no dissipador, quatro transistores bem no meio do dissipador, e também para aguentar mais corrente.
Depois a minha preocupação era com a dissipação de calor, como é bem fácil achar e barato esses ventiladores de fonte de PC eu pensei em usá-los para fazer um túnel de vento dentro da caixa.  Nos primeiros testes que fiz fora da caixa e sem ventilador, conforme foi esquentando o dissipador chegou a dar uns estalos de tão quente que ficou, em um dos testes eu forcei tanto que parou de funcionar, cheguei a pensar que tinha perdido os transistores, mas foi só deixar desligado por algum tempo que voltou a funcionar, depois disso eu parei de abusar da carga antes de ter uma dissipação melhor.

A foto abaixo mostra como os transistores ficaram no dissipador.




Como os coletores dos transistores são conectados juntos no circuito eu não usei nenhum tipo de isolante entre eles, melhorando assim a transferência de calor entre os transistores e o dissipador.
Mesmo usando um dissipador grande eu achei necessário modificar para melhorar a transferência de calor do dissipador para o ar, o resultado ficou assim:




Os dois dissipadores que usei já tinham os furos com roscas, foi só fazer os furos no dissipador maior e fixar, se algum leitor decidir fazer algo parecido não economize na pasta térmica para que o acoplamento térmico seja o melhor possível.
Abaixo o detalhe dos parafusos, como eu não contava com esses dissipadores adicionais, eu não deixei espaço no desenho da placa para os parafusos, então eu fiz os furos e com uma broca mais grossa eu alarguei um pouco a furação no lado do circuito e coloquei umas arruelas de fenolite para evitar o contato do parafuso com parte do circuito.




Abaixo mais uma imagens da montagem finalizada.


Os terminais da direita são da carga e os da esquerda são da alimentação








Considerações finais

Depois de montado e testado eu notei que o uso da tensão da fonte que está sendo testada para alimentar a base de T1, os ventiladores e a carga não funciona bem então eu separei a tensão de alimentação da base de T1 e dos ventiladores da tensão da fonte que está sendo testada, até porque dependendo da corrente que a carga consome, as fontes que estão sendo testadas acabam não estabilizando, reduzindo a tensão de alimentação da base de T1 e dos ventiladores. É bom lembrar que a resistência da carga varia com a variação da tensão de alimentação da base de T1, assim eu também posso compensar alguma mudança na carga variando a tensão em T1. Essa alimentação é o ponto A no esquema. Só não se esqueça de juntar os negativos, tanto da carga eletrônica como da fonte que vai usar para alimentá-la separadamente.
Os resistores de emissor(0,22ohms) eu usei de 15W cada e notei que não teve necessidade de aumentar a potência deles, como eu achava que iam esquentar usando de 10W, comprei de 15W para não esquentar tanto.
Outra observação importante, no caso da minha montagem é que a caixa é positiva pois não isolei os transistores do dissipador, se alguém fizer da mesma forma terá que tomar cuidado para não colocar em contato com a caixa da fonte que está sendo testada.

Abaixo um vídeo que fiz para demonstrar o funcionamento da carga, usei uma fonte de 10A x 13,8V de fabricação própria.



domingo, 15 de junho de 2014

Livros e revistas

Arrumei alguns links de livros que estavam quebrados e aproveitei para adicionar mais alguns livros. Sei que existem mais links quebrados e estou arrumando com o tempo.
Adicionei mais algumas revistas da série Fora de Série e duas novas revistas que havia falado.

Intel rende-se à molibdenita rumo à era pós-silício


Estrutura do semicondutor dissulfeto de molibdênio, que é particularmente promissor para a fabricação de componentes eletrônicos ultraminiaturizados, além de telas flexíveis e transparentes.



Vale do Molibdênio

A molibdenita, um óxido de molibdênio com apenas um átomo de espessura, vem superando rapidamente seu correlato de carbono bem mais famoso, o grafeno. Não há mais dúvidas de que a molibdenita saiu na frente na corrida para uma era pós-silício desde que ela foi usada para construir células solares ou LEDs - um captura, enquanto o outro emite luz -, uma memória flash, um sensor fotográfico ultrassensível e até um chip completo. Em maio do ano passado, a IBM já havia apresentado seus próprios transistores de molibdenita. Agora foi a vez da Intel anunciar os resultados de um desenvolvimento para "potencialmente substituir o silício nos futuros chips de computador", segundo a empresa. O trabalho foi realizado por um consórcio que reúne também a fabricante de semicondutores Sematech e a equipe do professor Peide Ye, da Universidade Purdue, nos Estados Unidos.

Dissulfeto de molibdênio

A equipe conseguiu fabricar componentes em uma camada "bidimensional" do semicondutor dissulfeto de molibdênio - uma camada monoatômica de molibdênio ensanduichada entre duas camadas monoatômicas de sulfeto. Esse material vem sendo estudado por várias equipes ao redor do mundo, mas até agora havia um problema para seu uso prático: uma forte resistência elétrica entre os contatos metálicos e as camadas monoatômicas do material. Essa "resistência de contato" limita o fluxo de corrente entre a fiação interna do chip e os transistores de molibdênio, reduzindo o desempenho geral.

A equipe do Professor Peide Ye descobriu a solução dopando as camadas bidimensionais com moléculas de um composto químico chamado DCE (1,2 dicloroetano).A dopagem - um processo largamente utilizado desde os primórdios da indústria eletrônica - resultou em uma redução de 10 vezes na resistência de contato e uma redução de 100 vezes na resistividade de contato, outra medida de resistência. "É inerentemente difícil dopar uma única camada atômica," disse Ye. "É muito mais difícil do que dopar o silício em blocos para fazer os componentes semicondutores convencionais. Eu acredito que um importante fator para alcançar isso foi a colaboração entre a academia, a Intel e a Sematech."

Fonte: Inovação Tecnológica